
(ES-004) Produtos Estruturados: Modelo Barreira (BAR) Básico
Introdução
Os produtos estruturados com opções de barreira representam uma categoria sofisticada de derivativos que tem ganhado relevância crescente no mercado financeiro brasileiro. Estes instrumentos combinam características de opções tradicionais com mecanismos de ativação ou desativação condicionados ao atingimento de níveis específicos de preço do ativo subjacente, oferecendo alternativas estratégicas para gestão de risco, alavancagem e otimização de retornos em portfólios institucionais e de investidores qualificados.
A importância destes produtos no contexto atual do mercado de capitais brasileiro decorre de sua capacidade de proporcionar soluções customizadas para diferentes cenários de mercado, permitindo que investidores e estruturadores construam posições assimétricas com custos reduzidos em comparação às opções tradicionais (vanilla). Esta característica torna-se especialmente relevante em ambientes de alta volatilidade e taxas de juros elevadas, condições frequentemente observadas no mercado brasileiro.
Conceitos Fundamentais
As opções com barreira distinguem-se das opções convencionais pela presença de um nível de preço predeterminado que, quando atingido pelo ativo subjacente, altera fundamentalmente o comportamento do derivativo. Esta alteração pode resultar na ativação de uma opção previamente inexistente (knock-in) ou na extinção de uma opção ativa (knock-out), criando perfis de risco-retorno únicos que não podem ser replicados através de instrumentos tradicionais.
O universo dos produtos estruturados com barreira abrange dezesseis vetores básicos, que podem ser combinados linearmente com o ativo objeto e componentes de caixa para criar estruturas complexas. Estas combinações permitem a construção de produtos que respondem de forma específica a diferentes cenários de mercado, desde movimentos direcionais moderados até eventos de ruptura ou estresse.
A precificação destes instrumentos requer metodologias sofisticadas, tipicamente baseadas em simulações de Monte Carlo, que consideram não apenas os parâmetros tradicionais de volatilidade, tempo e taxa de juros, mas também a probabilidade de atingimento das barreiras e o impacto temporal sobre o valor das opções. Esta complexidade adicional na modelagem reflete-se em oportunidades de arbitragem e otimização que podem ser exploradas por profissionais especializados.
Categorias Principais de Produtos
Os produtos estruturados com opções de barreira podem ser organizados em categorias principais baseadas no tipo de opção subjacente e no mecanismo de barreira. As Call Up-and-Out (CUO) representam opções de compra que se extinguem quando o ativo atinge um nível superior predeterminado, oferecendo participação limitada em movimentos de alta com custos reduzidos. Estas estruturas são particularmente úteis em cenários onde se espera valorização moderada do ativo, mas com proteção contra movimentos extremos.
As Put Down-and-Out (PDO) funcionam de forma análoga no sentido descendente, proporcionando proteção contra quedas até um determinado nível, após o qual a proteção é perdida. Estas estruturas encontram aplicação em estratégias de hedge parcial e em cenários onde se busca proteção contra quedas moderadas sem o custo integral de uma put tradicional.
Os produtos knock-in, como Call Up-and-In (CUI) e Put Down-and-In (PDI), apresentam características opostas, passando a existir apenas após o atingimento da barreira. Estas estruturas são frequentemente utilizadas em estratégias de financiamento e em produtos que buscam capturar eventos específicos de mercado, oferecendo alternativas de menor custo para posicionamentos direcionais.
Aplicações Estratégicas
No contexto do mercado brasileiro, os produtos estruturados com barreira encontram aplicação em diversas estratégias institucionais. Os fundos de capital protegido, amplamente utilizados entre 2009 e 2016, baseavam-se em estruturas straddle com penalty que combinavam opções com barreira para criar perfis de retorno assimétricos atrelados ao Ibovespa. Estas estruturas aproveitavam o ambiente de juros elevados para financiar a compra de derivativos através do valor presente dos rendimentos de renda fixa.
As estratégias de financiamento representam outra aplicação significativa, onde a venda de opções knock-in substitui a venda de opções tradicionais, permitindo maior distanciamento dos níveis de exercício e melhor adequação ao perfil de risco do investidor. Esta abordagem é particularmente eficaz em ambientes de alta volatilidade implícita e forward points elevados, condições típicas do mercado brasileiro.
Os produtos turbo e booster exemplificam aplicações mais sofisticadas, onde múltiplas opções com barreira são combinadas para criar exposições alavancadas com controle de risco. Estas estruturas permitem participação multiplicada em movimentos favoráveis do ativo, mantendo limitações de perda através dos mecanismos de barreira.
Considerações de Implementação
A implementação prática de produtos estruturados com barreira no mercado brasileiro enfrenta desafios específicos relacionados à infraestrutura de negociação e às limitações operacionais da B3. Muitas estruturas sofisticadas requerem decomposição vetorial ou implementação sintética através da combinação de produtos disponíveis, aumentando a complexidade operacional e os custos de transação.
A gestão de risco destes produtos demanda atenção especial aos gregos não convencionais e ao comportamento temporal próximo às barreiras. O theta pode apresentar comportamento positivo em certas condições, contrariando a intuição tradicional sobre opções compradas, enquanto o delta pode exibir descontinuidades significativas próximo aos níveis de barreira.
A marcação a mercado representa outro desafio, uma vez que os modelos tradicionais podem subestimar o valor real entregue em cenários de ativação de barreira, criando oportunidades de arbitragem mas também riscos de precificação inadequada.
Perspectivas e Evolução
O mercado de produtos estruturados com opções de barreira continua evoluindo, impulsionado por avanços em modelagem quantitativa e pela crescente sofisticação dos investidores institucionais brasileiros. A integração de tecnologias de precificação em tempo real e a expansão da base de ativos elegíveis prometem ampliar as possibilidades de estruturação e aplicação destes instrumentos.
A educação continuada de profissionais do mercado representa fator crítico para o desenvolvimento sustentável deste segmento, uma vez que a complexidade inerente destes produtos requer compreensão profunda de seus mecanismos e riscos. A abordagem pedagógica que combina fundamentos teóricos com aplicações práticas, utilizando ferramentas como simulações Monte Carlo e planilhas especializadas, mostra-se essencial para capacitar adequadamente os participantes do mercado.
O futuro dos produtos estruturados com barreira no Brasil dependerá da evolução do ambiente regulatório, do desenvolvimento de infraestrutura tecnológica adequada e da manutenção de condições de mercado que favoreçam a utilização destes instrumentos sofisticados. A experiência acumulada ao longo dos últimos anos fornece base sólida para expansão responsável e inovação continuada neste segmento especializado do mercado de derivativos brasileiro.
Para que o aluno possa adquirir um melhor aproveitamento neste curso, é recomendável que ele tenha conhecimento prévio dos seguintes cursos:
⏵ Estatística Essencial para Derivativos: Fundamentos e Aplicações Práticas
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1) Estratégias Básicas (1P)
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1.1) 📽 Compra CUO 25 minDescrição
• Nesta aula, exploramos o uso estratégico das opções com barreira, com foco nas Call Up and Out (CUO), como alternativa eficiente às opções vanilla. Serão abordadas suas características estruturais, como o mecanismo de extinção automática ao atingir a barreira, e sua dinâmica de precificação via simulação Monte Carlo, com ênfase no comportamento do theta e das gregas. O conteúdo técnico se apoia em estudos de caso reais, com destaque para ações da Petrobras (PETR4), e demonstra o impacto do posicionamento da barreira na formação de preços e na probabilidade de exercício.
• A aula propõe aplicações práticas voltadas à alavancagem de portfólio, comparação de estratégias com baixo custo, e modelagem de estratégias de entrada múltipla para suavizar o risco de extinção. Com o custo reduzido das CUO, o investidor pode estruturar posições mais robustas, otimizando o preço médio de entrada e ampliando o potencial de retorno com risco controlado. Além disso, o comportamento temporal positivo do theta, em determinadas condições, oferece oportunidades exclusivas para a montagem de estruturas com ganho gradual de valor no tempo.
• A metodologia empregada é prática e orientada à tomada de decisão no mercado financeiro real, com o uso de planilhas profissionais, modelos probabilísticos e ferramentas de precificação adaptadas ao contexto brasileiro. O conteúdo é indicado para profissionais que já dominam conceitos de derivativos e produtos estruturados, e buscam expandir sua atuação com instrumentos exóticos e estratégias sofisticadas de risco-retorno.
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1.2) 📽 Compra CUO Deep 16 minDescrição
• Nesta aula, abordamos com profundidade a estrutura Call-Up-and-Out Deep In The Money (CUO-DITM), uma opção com barreira que combina elevado valor intrínseco com risco de desativação. A aula investiga a relação entre strike, spot, barreira e o comportamento da opção ao longo do tempo, utilizando a ferramenta Appreciator para simulações práticas com o ativo PETR4, permitindo observar a sensibilidade da estrutura em diferentes níveis de intrínseco e cenários de mercado.
• Com foco em gestão de risco e estratégias direcionais de alto impacto, o conteúdo demonstra como essa estrutura se apresenta como um derivativo com prêmio inferior ao de uma opção vanilla, sendo ideal para investidores com forte convicção direcional. A análise considera nove cenários distintos, variando o tempo até o vencimento (65, 30 e 10 dias úteis) e a movimentação do ativo (alta, queda, estabilidade), permitindo compreender a dinâmica de valorização da estrutura e o impacto do tempo sobre o teta e o risco de barreira.
• A aula oferece uma base sólida para profissionais que buscam utilizar produtos estruturados de forma inteligente no mercado financeiro, evidenciando os riscos para o lançador da estrutura e o potencial de retorno para o comprador. Os insights obtidos são aplicáveis à precificação de produtos, construção de portfólio, e decisões relacionadas à toxicidade de derivativos complexos, ampliando a capacidade analítica do aluno para atuar com instrumentos avançados de mercado.
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1.3) 📽 Compra CUO + Rebate 15 minDescrição
• Esta aula aborda com profundidade as opções com barreira e a introdução do rebate, um componente que altera significativamente o perfil de risco-retorno dessas estruturas. Serão analisadas opções do tipo Call Up-and-Out (CUO) com barreiras desativantes e a adição de um rebate fixo — um valor pago ao investidor caso a barreira seja atingida e a opção perca validade. A aula utiliza simulações detalhadas para demonstrar como o rebate impacta o prêmio da opção, principalmente quando a barreira está próxima ao preço spot do ativo-objeto.
• Através de exemplos com ativos reais, como PETR4, a estrutura será testada sob diferentes condições de mercado: ativo parado, movimento de alta e queda acentuada. A combinação de rebate com valor intrínseco é avaliada para mostrar como essas variáveis interagem, podendo tornar a opção mais cara do que um derivativo vanilla tradicional. O impacto do tempo até o vencimento e a sensibilidade ao teta (tempo) também são explorados em cenários com 65, 30 e 10 dias restantes.
• No contexto prático, a aula discute como esse tipo de estrutura pode ser utilizada por estruturadores de produtos financeiros e investidores sofisticados para gerar proteção parcial com retorno fixado, mesmo em cenários adversos. Também são abordados os desafios de precificação, os efeitos sobre o bid-ask spread e o papel dos market makers na construção dessas estruturas. Ao final, o aluno será capaz de avaliar criticamente o uso de opções.
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1.4) 📽 Compra Call Spread CUO distrato automático 9 minDescrição
• Nesta aula, exploramos a transformação de uma CUO (Call Up Out) em um call spread com distrato automático, otimizando o perfil de risco-retorno da estrutura. A chave da operação está no uso do rebate na proporção da diferença entre a barreira e o strike, o que garante que, ao atingir o nível de barreira, o investidor receba o valor cheio da estrutura como se fosse um prêmio. O contrato é encerrado automaticamente nesse evento, entregando o resultado completo no D+1 da ativação.
• Do ponto de vista da precificação, embora o custo inicial dessa estrutura seja superior ao do seu equivalente Vanilla, o pagamento integral do ganho no evento da barreira compensa esse deságio. A marcação a mercado da CUO costuma subestimar o valor real entregue no cenário de disparo da barreira, fazendo do distrato automático uma ferramenta justa e atrativa. Discutimos como essa estrutura se comporta em diferentes contextos de mercado, com destaque para o impacto do theta negativo (decorrente do rebate) e do delta acelerado em cenários de alta.
• A aplicabilidade no mercado real é ampla: mostramos o uso com ativos como o IVVB11, com montagem de operação para prazos de 60 a 90 dias, visando ganhos rápidos em mercados com tendência moderada de alta. Essa estratégia é especialmente útil em cenários onde há forte probabilidade de toque na barreira, pois permite a antecipação do retorno. Comparamos a estrutura com o call spread tradicional, destacando o ganho operacional do distrato automático como ferramenta eficiente de gestão de portfólio e tomada de lucros sem necessidade de monitoramento ativo.
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1.5) 📽 Compra PDO 40 minDescrição
• Nesta aula, abordamos a estruturação e análise da Put Down-and-Out (PDO), uma opção de barreira descontínua que se extingue caso o preço do ativo atinja um limite inferior pré-estabelecido. O foco será a compreensão de sua precificação, utilizando ferramentas como simulações de Monte Carlo, e a análise do comportamento desse derivativo em função da volatilidade, tempo até o vencimento e posição relativa da barreira.
• Exploramos como a PDO pode ser empregada como instrumento de especulação em cenários de queda gradual do ativo, oferecendo uma alternativa de menor custo em relação à put vanilla, desde que respeitada a condição de não rompimento da barreira. A aula discute o impacto do carregamento temporal sobre o preço da opção e como o Delta pode apresentar comportamentos não convencionais, inclusive positivos em certas fases da vida do derivativo.
• Por fim, o conteúdo é aplicado à tomada de decisão em portfólios, destacando cenários ideais para montagem da estrutura, como em ativos com volatilidade elevada e tendência de queda controlada. Analisamos estratégias como compra escalonada de PDOs, e as implicações práticas de sua inclusão em carteiras que buscam assimetria de retorno e controle de risco direcional. A abordagem didática inclui gráficos de sensibilidade, análise de P&L acumulado e comparação direta com opções tradicionais.
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1.6) 📽 Compra Digital Call 33 minDescrição
• Nesta aula, abordamos a construção de derivativos digitais utilizando a estrutura de opções com barreira, técnica essencial para contornar a ausência de produtos digitais com contraparte centralizada no mercado brasileiro. Exploramos como a manipulação do strike para um valor ligeiramente inferior à barreira permite simular o comportamento de um digital puro, com pagamento de rebate condicionado ao atingimento de um patamar de preço. A metodologia é demonstrada com ferramentas de precificação como o Appreciator, e utiliza como exemplo real o ativo VALE3, projetando um movimento de alta de 20% em 62 pregões.
• O conteúdo enfatiza o raciocínio técnico por trás da estratégia: ao impedir que a opção entre “in the money”, a estrutura passa a funcionar como um bilhete binário — ou o evento ocorre e o investidor recebe um retorno fixo (o rebate), ou perde o prêmio inicial. Esse tipo de derivativo é amplamente utilizado em cenários de alta incerteza, como eleições ou eventos corporativos relevantes, em que a dicotomia de resultados é nítida. A análise contempla também o impacto da volatilidade: enquanto uma call up-and-out pura representa uma venda de volatilidade, a introdução do rebate e o ajuste do strike transformam o produto em uma compra de volatilidade.
• A aula proporciona um framework prático para estruturar produtos com retornos assimétricos, permitindo decisões estratégicas de alocação de portfólio, gestão de risco e posicionamento direcional. A comparação entre diferentes níveis de volatilidade (20% vs. 40%) por meio de simulações de Monte Carlo destaca a relação direta entre risco e precificação do produto digital, fornecendo ao aluno uma compreensão aprofundada da dinâmica entre estruturação, payoff e contexto de mercado.
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1.7) 📽 Compra Digital Put 27 minDescrição
• Nesta aula, o foco está na construção e utilização da Put Digital, uma opção estruturada derivada da put down-and-out, onde o investidor recebe um pagamento fixo (cupom) caso o ativo atinja uma barreira predeterminada antes do vencimento. A estrutura é baseada na colocação de um strike imediatamente acima da barreira, gerando um payoff binário e assimétrico. Esse tipo de operação é essencial para traders que desejam capturar movimentos pontuais de queda sem participar diretamente da variação completa do ativo.
• O conteúdo explora a lógica de formação da razão (rebate/notional), evidenciando que, quanto maior a razão, menor a chance do evento ocorrer e, portanto, maior o retorno potencial. A aula aborda também os efeitos da volatilidade implícita sobre o preço da Put Digital, destacando que ela se comporta como uma compra de volatilidade, ao contrário da put down-and-out tradicional. São apresentadas simulações com o método Monte Carlo, aplicando cenários de 20% e 40% de volatilidade para comparar o impacto na precificação.
• Por fim, a implementação prática é feita com o uso do Appreciator, onde o aluno aprende passo a passo como montar a estrutura da Put Digital, inserindo os parâmetros de barreira, rebate e strike com precisão. Aplicações no índice Ibovespa e em ativos líquidos são discutidas, com foco em gestão de portfólio, proteção contra quedas específicas e montagem de estruturas de payoff binário para cenários direcionais. O objetivo final é capacitar o aluno a posicionar esse derivativo de forma eficiente e estratégica no mercado real.
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1.8) 📽 Compra PDI 31 minDescrição
• Nesta aula, o aluno será introduzido ao funcionamento da put down and in, uma opção com barreira que só passa a existir após o toque em um nível predeterminado do ativo subjacente. Serão explorados os principais parâmetros de precificação, como volatilidade implícita, forward points, e distância da barreira, bem como suas implicações na construção de um hedge eficiente contra quedas acentuadas de mercado. A estrutura será comparada com a put vanilla, destacando a economia de prêmio e os cenários ideais para sua utilização.
• A análise se concentrará na aplicabilidade prática no mercado brasileiro, onde a combinação de FWD points elevados e volatilidade baixa torna essa estrutura atrativa. O conteúdo inclui exemplos com ativos como Ibovespa e simulações usando métodos de Monte Carlo para estimar a probabilidade de ativação da barreira e impacto no preço do derivativo. A aula orienta o aluno a identificar o momento oportuno para comprar o hedge, enfatizando o conceito de "seguro barato" antes de cenários de estresse.
• Ao final, o aluno será capaz de incorporar a put down and in como ferramenta estratégica em portfólios de proteção, com foco em eventos extremos de mercado. A aula também aborda aspectos como marcação a mercado, uso de plataformas de precificação e estratégias para proteção parcial de carteiras institucionais. É um conteúdo essencial para quem busca soluções inteligentes e custo-efetivas em gestão de risco com derivativos.
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1.9) 📽 Compra CUI 33 minDescrição
Call Up-and-In: Estratégia com Derivativos de Barreira para Eventos de Ruptura
Nesta aula, exploramos a Call Up-and-In, uma opção de barreira que só passa a existir se o ativo subjacente ultrapassar um determinado nível pré-definido. Esse tipo de derivativo é ideal para operações que apostam em eventos de ruptura, oferecendo uma alternativa de menor custo comparada às opções tradicionais. A análise técnica é conduzida com apoio de simulações Monte Carlo, considerando diferentes níveis de volatilidade implícita e FWD POINTS, elementos que influenciam diretamente a probabilidade de ativação da barreira.
A estrutura da aula partiu da configuração de uma Call Up-and-In sobre o Ibovespa, com vencimento de seis meses e barreira em 130.000 pontos. Comparações com a call seca evidenciaram a vantagem da opção com barreira em cenários de baixa volatilidade e expectativa de movimento abrupto ainda não precificado pelo mercado. O aluno aprendeu como o prêmio é impactado pela relação entre barreira, tempo até o vencimento, volatilidade implícita e forward points, e como ajustar esses parâmetros para maximizar o custo-benefício da operação.
Por fim, discutimos a adaptação ao mercado brasileiro, onde FWD POINTS baixos são raros, exigindo foco na seleção de ativos com volatilidade implícita controlada. A estratégia se mostra eficiente para investidores que desejam se posicionar de forma assimétrica, com alavancagem controlada e exposição direcionada apenas em caso de confirmação de um movimento relevante. A Call Up-and-In se destaca como um instrumento sofisticado de gestão de risco e especulação tática no contexto de produtos estruturados avançados.
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1.10) 📽 Turbo 15 minDescrição
• Nesta aula, abordamos a estrutura Turbo, uma estratégia derivativa construída pela combinação entre a posição no ativo objeto e a compra de uma opção Call Up and Out (CUO). Essa estrutura cria uma região de ganho dobrado entre o strike e a barreira, aproveitando movimentos moderados de alta do ativo. Caso a barreira seja atingida, a opção é extinta, e o investidor permanece comprado no ativo, o que implica em exposição direta ao papel. A estrutura é especialmente útil em cenários de alta volatilidade implícita, quando se acredita em valorização controlada do ativo.
• Utilizando planilhas especializadas e simulações no Appreciator, a aula demonstra como o custo da CUO varia com o nível de barreira, rebate e volatilidade do ativo subjacente. Também é realizada uma análise de sensibilidade, mostrando o comportamento da estrutura conforme o tempo passa e o ativo permanece estável, sobe ou cai. A modelagem com simulação Monte Carlo permite estimar a probabilidade de atingir a barreira, comparando o valor da estrutura com opções vanilla, além de apresentar insights sobre os gregos como o theta positivo, incomum para posições compradas em opções.
• Do ponto de vista prático, a estratégia pode ser aplicada a ações líquidas como PETR4, especialmente quando há resistências técnicas claras que podem ser usadas como barreiras. A definição do prazo, strike e rebate exige análise cuidadosa para alinhar potencial de ganho, custo da estrutura e exposição ao risco. A estrutura Turbo é uma alternativa interessante para diversificação de portfólio, posicionamentos táticos e estratégias direcionais com controle assimétrico de risco-retorno.
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1.11) 📽 Financiamento KI 1 h 12 minDescrição
• Nesta aula, analisaremos o financiamento com CUI (Call Up and In) como alternativa estratégica à tradicional venda de calls vanilla. Exploraremos como a combinação de forward points elevados e volatilidade implícita acima de 30% cria um ambiente propício para o uso de opções com barreira, permitindo o distanciamento do nível de knock-in e melhor ajuste ao perfil de risco-retorno. O foco será na estruturação do produto, definição de strike e barreira, e no impacto da volatilidade na precificação e comportamento do derivativo ao longo do tempo.
• A aula trará uma aplicação prática com ações da Vale S.A. (VALE3), contextualizando sua faixa histórica de preços e recomendações de analistas, para demonstrar como estruturar um financiamento assimétrico com barreiras distantes. Mostraremos como o uso da distribuição de Monte Carlo permite analisar a depreciação acelerada da CUI frente à call vanilla, viabilizando resgates antecipados, rolagens e reformulações táticas da posição.
• Por fim, abordaremos as condições de mercado que favorecem a escolha da CUI, os riscos associados à ativação da barreira, e os critérios para seleção de ativos adequados à estratégia. O aluno entenderá por que a CUI se tornou um dos “queridinhos” do mercado brasileiro, sendo base para diversos produtos estruturados best sellers. O conteúdo é essencial para profissionais envolvidos em estruturação de derivativos, gestão de portfólio e venda de produtos financeiros complexos.
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1.12) 📽 Venda PDI 1 h 1 minDescrição
• Nesta aula, exploramos a venda da opção Put Down-and-In (PDI), um derivativo exótico do tipo barreira que só se ativa caso o ativo atinja um nível de preço pré-determinado. Diferente da put vanilla, a PDI não existe no início da operação e só passa a valer se a barreira for tocada, oferecendo uma oportunidade para estruturar produtos com alavancagem assimétrica. O foco da aula está em compreender a mecânica, precificação e riscos dessa estratégia, com uso do Ibovespa como ativo subjacente e simulações práticas via o apreciador de derivativos.
• A aplicabilidade desse derivativo é discutida com base em cenários de mercado, destacando o impacto dos forward points, volatilidade implícita e taxa de juros nominal na formação do prêmio. O ambiente ideal para a venda da PDI ocorre em condições raras no Brasil: juros baixos e volatilidade alta — contexto típico de mercados como os EUA. A estratégia também é analisada em comparação com a estrutura Forward Knock-Out, que combina venda de call down-and-out (CDO) com compra de put down-and-out (PDO) no mesmo strike/barreira.
• A aula reforça o papel da PDI na montagem de produtos estruturados sofisticados, com atenção à gestão de risco, necessidade de lastro financeiro e adequação ao perfil de investidor. Ao final, o aluno será capaz de avaliar quando vender uma PDI como substituto à put vanilla, otimizando a relação risco-retorno em cenários específicos, além de compreender sua inserção estratégica em portfólios profissionais.
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2) Estratégias Básicas (2P)
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2.1) 📽 Venda de Put Down and In + Compra Call Up and Out 21 minDescrição
• Nesta aula, abordaremos uma das estruturas mais utilizadas no mercado americano: o collar com barreiras, que combina a venda de uma put knock-in com a compra de uma call knockout. A operação é ideal para cenários de volatilidade implícita assimétrica e tendência de alta moderada, onde o FWD point é baixo, tornando a call mais barata e a put mais cara. Vamos entender como essa estrutura permite montar uma posição assimétrica, com exposição ao upside e proteção parcial contra quedas, sem a necessidade de desembolso inicial para aquisição do ativo.
• Utilizaremos ferramentas de precificação de opções com barreira como planilhas e simulações Monte Carlo para mostrar a diferença de valor entre opções vanilla e opções ativadas/desativadas por barreiras. Serão exploradas configurações com ativos reais, como ações da Vale, demonstrando diferentes cenários: estabilidade, alta e queda. A análise incluirá o comportamento do theta, impacto da proximidade das barreiras, e efeitos no mark-to-market da estrutura ao longo do tempo.
• A estrutura será discutida sob a ótica de gestão de portfólio e hedge institucional, com foco em estratégias de otimização de retorno, controle de risco e uso eficiente de capital. Serão analisadas situações em que essa estrutura pode ser usada por fundos, tesourarias corporativas e investidores sofisticados para estruturar produtos com risco limitado e potencial de ganho pré-definido, aproveitando distorções na curva de volatilidade implícita.
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2.2) 📽 Compra Straddle CUO/PDO 29 minDescrição
• Nesta aula, analisamos a estrutura de opções com barreira mais negociada no mercado brasileiro entre 2009 e 2016: o straddle com penalty. Essa configuração, amplamente utilizada em fundos de capital protegido atrelados ao IBOV, combina uma call up and out com uma put down and out, ambas com barreiras contínuas. Exploramos sua composição técnica, perfil de retorno em formato de “M” e os parâmetros típicos usados no mercado — como o prazo de 125 dias úteis e a barreira em 120% do preço inicial, resultando em assimetria de participação (80% na alta e 20% na baixa).
• A estrutura é precificada com base em modelos como Monte Carlo (50.000 simulações), demonstrando comportamento típico de venda de volatilidade. Mostramos como variações na volatilidade implícita impactam o custo: de 4,89% com 20% de vol. até 1,49% com 40%. Discutimos também o impacto direto de taxas de juros elevadas — como a Selic de 8,32% ao ano — na viabilidade dos produtos de capital protegido, permitindo que o valor presente dos juros financiasse o derivativo sem comprometer o capital do investidor.
• Além dos fundamentos técnicos, utilizamos planilhas de precificação, exercícios de montagem de estruturas e simulações de sensibilidade para capacitar o aluno a replicar o raciocínio estrutural na prática. Esta aula é essencial para compreender como fatores macroeconômicos influenciam a engenharia de produtos financeiros e como esses conhecimentos ainda podem ser aplicados em estratégias contemporâneas de gestão de portfólio e controle de risco.
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2.3) 📽 Compra CUO / Venda digital CUO 42 minDescrição
• Nesta aula, exploramos a estrutura de uma Call Up and Out com rebate negativo, um tipo de derivativo com barreira em que o investidor participa da valorização limitada de um ativo, mas enfrenta perda total dos ganhos caso a barreira seja atingida — além de um pagamento adicional (rebate). Apesar da aparente assimetria desfavorável, a operação pode ser vantajosa ao gerar um fluxo de caixa inicial positivo, quando bem precificada. A estruturação prática exige o uso combinado de uma call de barreira com uma opção digital vendida, configurando uma estratégia sintética para contornar limitações da B3.
• Com foco no mercado financeiro brasileiro, a aula discute os obstáculos operacionais impostos pela B3, que não suporta diretamente o evento de pagamento do rebate negativo. A partir disso, demonstramos como estruturar, de forma alternativa, produtos que simulem essa funcionalidade por meio da venda de uma digital com strike na barreira, gerando o efeito financeiro desejado. O uso de ativos com alta volatilidade implícita é central para o sucesso da estratégia, pois aumenta o valor do prêmio recebido no início da operação.
• Além dos fundamentos técnicos, abordamos a aplicação prática da estrutura, com simulações de marcação a mercado, análise de sensibilidade ao tempo e à volatilidade, e discussões sobre gestão de portfólio. O conteúdo é especialmente relevante para profissionais que atuam na estruturação de produtos ou buscam estratégias alternativas de carregamento assimétrico em ambientes com restrições operacionais. A operação torna-se eficaz quando o investidor espera movimentos laterais ou controlados no ativo e deseja maximizar o prêmio inicial, assumindo um risco concentrado no evento de barreira.
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2.4) 📽 Compra CUO / Venda digital CUO + Spot 35 minDescrição
Nesta aula, será apresentada uma estrutura sofisticada de derivativo com barreira, composta por uma Call Up and Out (CUO) com rebate negativo combinada à compra do ativo objeto. Como a B3 não permite registrar esse tipo de contrato diretamente, a implementação é feita via decomposição vetorial: uma CUO tradicional com participação entre o strike e a barreira, somada à venda de uma Digital Call Up and Out, cujo strike coincide com a barreira, simulando o rebate negativo. Essa configuração permite gerar entrada de caixa inicial e criar uma região de ganho dobrado até a barreira.
A estrutura é ideal para cenários de alta moderada com volatilidade elevada, pois permite que o investidor participe duas vezes da valorização entre o preço atual e a barreira — uma vez pelo ativo em si e outra pela opção derivativa — além de mitigar o risco de queda com o fluxo de caixa gerado no início. No entanto, se a barreira for tocada, há perda da exposição derivativa e pagamento do rebate, limitando os ganhos. A estrutura também é altamente sensível à volatilidade implícita, o que torna o timing de entrada essencial.
Durante a aula, será feita uma simulação completa utilizando ações da Petrobras, incluindo parâmetros como strike at-the-money, barreira 25% acima do spot, rebate de 10% e prazo de 125 dias úteis. Serão usados gráficos de payoff, simulações Monte Carlo e planilhas Excel, com foco em ajustar os parâmetros da estrutura para diferentes condições de mercado. O objetivo é capacitar o aluno a implementar essa estrutura em contextos reais, com controle de risco de barreira, otimização de retornos e decisões de portfólio mais estratégicas.
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2.5) 📽 Compra PDO deep / Venda Digital PDO 42 minDescrição
• Nesta aula, exploramos uma estratégia avançada de produtos estruturados utilizando PDO (Put Down and Out) combinado com a venda de uma opção digital para gerar rebate negativo. A estrutura visa capturar prêmios iniciais elevados, mesmo em ambientes onde a volatilidade implícita está baixa, aproveitando falhas regulatórias da B3 e construindo um payoff sintético que mimetiza estruturas comuns em mercados desenvolvidos como os EUA.
• O foco está na criação de um fluxo de caixa positivo inicial através da venda de uma digital casada com a barreira do PDO. Essa combinação permite que o investidor se beneficie da estabilidade do ativo subjacente, com risco limitado ao toque nas barreiras. São apresentadas simulações em Excel com ativos como PETR4, demonstrando diferentes cenários de payoff conforme o nível de volatilidade, distância das barreiras e prazo até o vencimento.
• Por fim, a aula destaca as adaptações necessárias para o mercado brasileiro, onde não é possível registrar prêmios negativos em derivativos. Através da quebra do derivativo em dois instrumentos, é possível contornar essa limitação e manter a equivalência econômica do payoff. A estrutura é indicada para investidores institucionais com capacidade analítica e foco em geração de renda com controle de risco em mercados laterais.
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2.6) 📽 Compra Call Spread CUO 38 minDescrição
• Nesta aula, exploramos a estruturação de um call spread utilizando opções de barreira do tipo Call Up-and-Out (CUO). A estratégia consiste na compra de uma CUO com strike inferior e venda simultânea de outra CUO com strike superior, ambas com a barreira posicionada acima dos strikes. O resultado é uma exposição direcional com participação limitada nos ganhos e um ponto de descontinuidade total da estrutura caso o ativo atinja a barreira. Essa montagem permite a redução de custos em relação ao spread vanilla tradicional, mantendo o perfil de payoff escalonado entre os strikes definidos.
• Durante a aula, apresentamos os conceitos fundamentais das CUO, detalhando seu comportamento de cancelamento ao toque da barreira, e comparamos sua precificação com opções vanilla. Mostramos, por meio de simulações práticas, o ganho potencial do investidor entre os strikes (região ativa), a zona de estabilização acima do strike vendido e a perda do prêmio em caso de rompimento da barreira. Analisamos também o impacto da volatilidade implícita e da distância entre o preço do ativo e a barreira sobre a precificação e a probabilidade de descontinuidade.
• A aplicação prática desta estratégia se destaca em momentos de volatilidade elevada, quando os prêmios das opções tradicionais encarecem as estruturas vanilla. Utilizando ativos como o Ibovespa ou ações de alta liquidez, o investidor pode montar posições mais eficientes em termos de uso de capital e controle de risco, com maior alavancagem e custos reduzidos. A aula fornece uma base sólida para a análise quantitativa e a gestão ativa de portfólio, com foco em estratégias direcionais moderadas que priorizam eficiência de custo e controle de payoff.
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2.7) 📽 Compra 2x CUO 39 minDescrição
• Nesta aula, abordamos uma estrutura com duas opções do tipo CUO (Call Up and Out) com strike idêntico, porém com barreiras de knockout em níveis distintos, formando um produto assimétrico ideal para cenários de alta moderada e limitada. A configuração proporciona ganho dobrado até a primeira barreira e, caso esta seja atingida, mantém-se a exposição com a segunda CUO até que a barreira superior seja alcançada ou o ativo recue.
• A montagem prática considera como exemplo o Ibovespa a 119.564 pontos, com strike a 120% do nível atual. A primeira CUO tem barreira em 143.000 pontos, e a segunda em 155.000 pontos. Enquanto ambas estiverem ativas, o investidor captura 200% da performance do ativo dentro do intervalo até a primeira barreira. Uma vez atingido esse nível, a primeira CUO é eliminada, restando a segunda como proteção adicional. Se ambas forem desativadas, o custo total pago é o prejuízo máximo da operação.
• A aplicação prática da estrutura é ideal para quem possui uma visão direcional de alta limitada e deseja amplificar o retorno até determinado teto, sem exposição a quedas significativas. A aula inclui simulações com Monte Carlo, análise de sensibilidade à volatilidade implícita, e demonstrações usando módulos de precificação avançada, enfatizando como variações no tempo e na volatilidade afetam o custo e o comportamento do produto. A estratégia reforça o uso de opções exóticas como ferramenta de alavancagem controlada e gestão de risco no portfólio.
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2.8) 📽 Compra 2x PDO 48 minDescrição
• Nesta aula, exploramos uma estrutura avançada com opções exóticas, utilizando duas Put Down-and-Out (PDO) simultâneas com o mesmo strike, mas barreiras diferentes. A estratégia busca capturar ganhos dobrados em uma região específica de queda do ativo subjacente, mantendo exposição em cenários moderadamente adversos. Se a primeira barreira for rompida, parte da alavancagem é perdida, mas o segundo derivativo ainda está ativo. Caso ambas as barreiras sejam atingidas, o prejuízo se resume ao custo total da operação, refletindo uma má projeção de magnitude do movimento.
• A dinâmica da volatilidade implícita e sua relação com o preço do derivativo é central para a análise. A aula destaca como barreiras mais próximas ao centro da distribuição aumentam a probabilidade de descontinuação e tornam o prêmio mais barato — enquanto barreiras mais distantes elevam o custo, aproximando-se do valor de uma opção vanilla. Operações com PDOs, portanto, se tornam especialmente atraentes em contextos de alta volatilidade, quando o prêmio é reduzido apesar do maior risco de knock-out, tornando-as eficientes para estratégias com direcionalidade controlada e gestão de risco assimétrica.
• O conteúdo é aplicado com exemplos no Ibovespa, utilizando um simulador de derivativos para montar as duas PDOs com prazos iguais e barreiras em 91 mil e 80 mil pontos. A análise de prêmios, probabilidade de knock-out e comportamento frente a diferentes níveis de Vol permite ao aluno compreender como estruturar operações em que o potencial de ganho compensa o risco projetado. Essa abordagem prática, aliada ao rigor técnico, proporciona uma compreensão clara sobre como essas estruturas podem ser utilizadas na alocação tática de portfólio, proteção parcial ou especulação direcionada.
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2.9) 📽 FWD KO 27 minDescrição
• Nesta aula, abordamos uma estrutura amplamente utilizada no mercado de produtos estruturados, composta pela venda de uma CDO (Call Down-and-Out) e a compra de uma PDO (Put Down-and-Out) com strike acima do preço spot, acompanhada da compra do ativo objeto. Essa configuração resulta na geração de um cupom (retorno fixo) caso a barreira de descontinuação não seja atingida. Se o ativo recuar até o nível da barreira, ambos os derivativos são descontinuados, e o investidor permanece com o ativo objeto, assumindo o risco direcional. A aula explora como essa estrutura simula uma PDI (Put Down-and-In) vendida, somada à aplicação de capital a 100% do CDI.
• O conteúdo enfatiza a sensibilidade da put aos FWD POINTS, fator crítico no mercado brasileiro devido à inclinação natural das curvas a termo. A precificação da estrutura demonstra que a venda isolada da put é pouco vantajosa, justificando o uso da composição para gerar retornos mais atrativos em cenários de bull market, onde o cupom tende a ser realizado. A estrutura é classificada como altamente especulativa, mas amplamente aceita pelo mercado em momentos de otimismo, mesmo diante de métricas de risco desfavoráveis.
• Na aplicação prática, a aula apresenta simulações com ativos como ações da Petrobras, avaliando diferentes configurações de barreira, strike e prazo. Também é feita a comparação com estruturas equivalentes e a demonstração do impacto da marcação a mercado. São discutidas decisões de gestão de portfólio e risco, mostrando como essa estrutura pode ser usada tanto para potencializar ganhos quanto para capturar prêmios em cenários de estabilidade ou leve valorização, com análise de possíveis payouts e comportamento da operação ao longo do tempo.
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2.10) 📽 FWD KO CUO Curta 20 minDescrição
• Nesta aula, o foco está na montagem de uma estrutura derivativa baseada em uma FWD KO (Forward Knock-Out) associada à compra de uma CUO (Call Up-and-Out). O objetivo é constituir um cupom pré-fixado elevado por meio da compra do ativo objeto e da venda de um futuro sintético, formado pela venda de uma call contínua e compra de uma put contínua. O resultado é um box de três pontos, que entrega retorno fixo enquanto o ativo não ultrapassa barreiras específicas.
• A estratégia ganha complexidade e sofisticação com a adição de uma CUO com barreira próxima, que visa capturar valorização adicional do ativo caso ele realize uma alta moderada. Para manter a eficiência do cupom, a barreira não pode ser muito distante, o que confere à CUO uma alta probabilidade de exercício. Essa configuração proporciona um discurso comercial atrativo, mas com eficiência prática limitada devido à sua assimetria e baixa convexidade.
• Ao final, a aula demonstra como essa combinação cria uma estrutura condicional que se comporta como um instrumento de renda fixa até certo ponto, e que se converte em um instrumento de renda variável em cenários específicos. A análise é complementada com simulações em Excel, marcação a mercado e decomposição dos componentes da operação, fornecendo insights sobre como esses instrumentos podem ser utilizados para otimizar estratégias de portfólio, oferecer produtos estruturados de venda consultiva e explorar operações direcionais com controle de risco.
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2.11) 📽 FWD KO CUO Longa 16 minDescrição
• Nesta aula, exploramos a montagem de uma estrutura FWD KO (Forward Knock-Out) combinada com uma CUO (Call Up-and-Out), voltada para operações de cupom elevado com risco direcional limitado. A estratégia consiste na compra do ativo à vista e na venda de um futuro sintético para gerar um cupom prefixado, que será ajustado para liberar caixa e permitir a aquisição da CUO. Essa CUO funciona como um instrumento de alavancagem de 1x na alta, com ativação condicionada a barreiras pré-estabelecidas. A montagem resulta em uma estrutura de três vértices, oferecendo ganhos assimétricos de até 42% ao ano, com risco controlado.
• A estrutura é avaliada em múltiplos cenários de payoff, dependendo do comportamento do ativo em relação às barreiras de knock-in e knock-out. São analisados quatro desfechos possíveis, que variam desde a captura integral do cupom até a perda parcial com reentrada no ativo com deságio. A simulação considera ativos entre 21,68 e 30, com destaque para o comportamento da CUO ao atingir a barreira superior. Esses cenários são essenciais para a gestão ativa de portfólio em mercados voláteis, permitindo ao investidor construir posições com alto retorno condicional e baixo custo inicial.
• Utilizando planilhas de Excel e ferramentas de simulação, a aula mostra o impacto da passagem do tempo (theta) e das mudanças no preço do ativo sobre o valor da estrutura. Particular atenção é dada à sensibilidade explosiva do theta próximo às barreiras, o que pode gerar ganhos expressivos em poucos dias. A operação exige visão de prazo, pois o encerramento antecipado é pouco provável. Trata-se de uma estratégia robusta para investidores experientes que buscam maximizar ganhos com controle sobre o risco de cauda, aplicável em ativos líquidos e com projeções de alta moderada.
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2.12) 📽 FWD KO - Collar 39 minDescrição
• Nesta aula, exploramos a construção do FWD KO Collar, uma estrutura de derivativos que combina opções de compra (call), opções de venda (put) e barreiras de nocaute (knock-out). A montagem parte da equalização do strike da put ao preço do ativo objeto (100%), o que gera uma expressiva entrada de caixa. Esse recurso é então utilizado para elevar o strike da call, formando um collar tradicional que se desativa caso o ativo atinja a barreira inferior — aplicada em ambos os lados da estrutura e posicionada abaixo do spot.
• A estrutura resultante proporciona proteção parcial na queda com possibilidade de participação na alta, configurando-se como uma alternativa atrativa em cenários de mercado com volatilidade moderada e tendência lateral. A lógica de descontinuidade condicional (KO na queda) é essencial para definir o perfil de risco-retorno da operação. O aluno aprenderá a utilizar precificadores de derivativos para calcular os componentes da estrutura, além de visualizar, via simulações de Monte Carlo, a probabilidade de desativação e os possíveis cenários de payoff.
• Aplicações práticas incluem estratégias com ativos líquidos como BBDC4, onde o FWD KO Collar pode oferecer cupons superiores a 10% em poucos meses, desde que a barreira não seja tocada. Essa abordagem permite estruturar produtos sob medida para perfis de risco específicos, com destaque para o uso em fundos multimercado, estratégias de overlay ou em gestão de tesouraria de instituições financeiras.
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2.13) 📽 POP + CUO 41 minDescrição
• Nesta aula, abordamos uma variação avançada da estrutura POP (Protected Option Portfolio), utilizando a substituição parcial da call vanilla por uma CUO (Call Up-and-Out). O ponto de partida é o entendimento do Box de Três Pontas, estrutura que permite capturar o retorno equivalente ao CDI ao comprar o ativo à vista e vender o futuro sintético. A proposta da aula é mitigar o CDI usando esse fluxo como fonte de financiamento para a aquisição de uma CUO, aumentando a alavancagem da estrutura com capital protegido.
• A CUO, uma opção exótica com barreira desativante superior, oferece uma oportunidade de manter a maior parte da call vendida do POP original, enquanto utiliza os recursos obtidos para comprar uma estrutura com maior aderência na alta. Essa substituição parcial permite explorar cenários de valorização moderada do ativo subjacente, mantendo a característica de proteção do capital investido. A estratégia é útil em mercados com volatilidade controlada e viés de alta, ampliando a performance sem aumentar o risco de perda de capital.
• Com o uso de planilhas de simulação e uma ferramenta de precificação, o aluno aprenderá a montar e avaliar a performance dessa estrutura com ativos como BOVA11. São analisados aspectos como entrada de caixa, sensibilidade à volatilidade (Vega), e nível de barreira ideal, promovendo a tomada de decisões estratégicas para gestão de portfólio e estruturação de produtos personalizados. A aula foca na aplicação prática dos conceitos no ambiente real de mercado, com atenção à robustez da modelagem e aderência regulatória.
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2.14) 📽 POP + PDO 51 minDescrição
• Nesta aula, exploramos a substituição parcial da estrutura POP vanilla pela compra de uma Put Down-and-Out (PDO), criando uma estratégia híbrida que combina proteção total em cenários de queda com participação limitada na alta. O foco está na construção de um perfil semelhante a um Straddle, mas com aderência assimétrica: 100% de participação na queda até o limite da barreira da PDO e apenas uma fração do movimento na alta, devido à substituição da call por uma opção de barreira. A estrutura é modelada com planilhas práticas, e utiliza como exemplo o ativo Petrobras, considerando taxa de juros de 12% e volatilidade de 45%.
• A estratégia parte da compra simultânea do ativo objeto e uma Put no mesmo strike, acompanhada da venda parcial de Calls no mesmo preço de exercício. A entrada de caixa gerada pela venda parcial é utilizada para financiar a compra da PDO, uma opção com barreira desativante. O resultado é uma estrutura de capital protegido, sem região de prejuízo, onde o investidor sacrifica parte da alta para garantir segurança total na queda até a barreira. O uso de ativos próximos a máximas históricas justifica a escolha dessa estratégia em cenários de incerteza.
• A aula ainda destaca a sensibilidade da estrutura às taxas de juros e ao aluguel teórico do ativo, fatores críticos na performance. A variação da volatilidade impacta pouco a precificação inicial, graças ao comportamento oposto das componentes vanilla e com barreira. O conteúdo é apresentado de forma didática, com simulações de Monte Carlo e gráficos para análise de cenário, tornando-se essencial para profissionais que buscam gestão de portfólio avançada, estratégias defensivas com derivativos, e alocação assimétrica de risco.
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2.15) 📽 Financiamento KI com a compra de uma CUO (Booster KI) 1 h 9 minDescrição
• Nesta aula, exploramos a versão mais alavancada da estrutura Booster, na qual todas as opções vanilla são substituídas por opções com barreira, maximizando o potencial de retorno em cenários de alta volatilidade. A estrutura consiste na compra de uma Call Up-and-Out (CUO) em vez da tradicional call ATM spot, e na venda de uma Call Up-and-In (CUI) no lugar da call OTM. Essa substituição reduz drasticamente o custo da estratégia e permite posicionamentos mais distantes dos níveis de barreira, mantendo o efeito de alavancagem.
• O funcionamento da CUO e da CUI é detalhado em contexto de mercado real, com destaque para o risco de perda total caso a barreira seja rompida. A estratégia assume um perfil "tudo ou nada", exigindo atenção às condições de mercado, especialmente à volatilidade implícita, ao skew e à distância entre o strike e a barreira. A aula utiliza o papel VALE3 como exemplo prático e aplica simulações de Monte Carlo para analisar a distribuição de retornos esperados, construindo cenários para avaliar o desempenho da estratégia.
• A aplicabilidade prática é evidente: profissionais que dominam a estrutura podem utilizá-la para extrair ganhos assimétricos em ativos com características propícias, como alto beta e eventos catalisadores. A aula ensina como estruturar a posição, avaliar o prêmio líquido, calibrar os strikes e barreiras, e simular diferentes desfechos. Trata-se de uma ferramenta sofisticada de gestão de risco e alocação tática dentro de portfólios mais agressivos.
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2.16) 📽 Financiamento Out KI Compra de 3 X CUO ( ganho de 4 X ) 1 h 6 minDescrição
• Nesta aula, abordamos a construção de uma estrutura altamente especulativa baseada na substituição de uma opção call fora do dinheiro por uma CUI (Call Up-and-In), utilizando a paridade In/Out como vantagem estratégica. Exploramos como a volatilidade implícita elevada aproxima o preço da CUI do valor de uma opção vanilla, permitindo sua aquisição com menor custo de prêmio. Essa economia é então aplicada na compra de três CUO (Call Up-and-Out) com o mesmo strike, maximizando a alavancagem com risco controlado. A estrutura visa capturar um movimento moderado de alta no ativo subjacente — neste caso, VALE3 — posicionando a barreira de knock-out acima de um nível que julgamos inatingível no horizonte de um ano.
• A exposição final da posição é de quatro vezes: 1x na compra do ativo e 3x nas CUOs. Como as CUOs são extintas caso a barreira seja atingida, e a CUI se transforma em uma opção vanilla, o produto apresenta perfil "tudo ou nada": se o ativo subir, mas sem ultrapassar a barreira, o retorno pode chegar a 200%; caso contrário, o ganho é eliminado. A eficácia da estratégia reside na configuração de parâmetros compatíveis com setor B de produtos estruturados, caracterizado por altos FWDPOINTS e volatilidade frequente, onde a soma de CUI e CUO aproxima-se do valor de uma opção vanilla.
• Esta estrutura se mostra eficaz em momentos de baixa expectativa de movimento extremo, sendo ideal para cenários com aumento limitado e previsível do ativo. A análise de Monte Carlo é essencial para determinar a localização da barreira com alta probabilidade.
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2.17) 📽 Venda PDI Compra CUO 1 h 3 minDescrição
• Nesta aula, exploramos uma variação do collar tradicional utilizando opções com barreira, substituindo a compra da call vanilla por uma CUO (Call Up-and-Out) e a venda da put por uma PDI (Put Down-and-In). A estrutura cria uma zona de estabilidade no preço do ativo até a ativação da barreira da PDI, ao mesmo tempo em que reduz o custo da operação, já que a CUO é consideravelmente mais barata que a call convencional — uma vantagem importante especialmente em mercados com FWD points historicamente elevados, como o brasileiro.
• A combinação CUO + PDI tem sensibilidade à volatilidade implícita, que torna a CUO mais barata e a PDI mais próxima de uma put tradicional à medida que a volatilidade aumenta, favorecendo o investidor em cenários de maior incerteza. Em termos de estrutura de custo, trata-se de uma operação sem consumo de caixa inicial, mas com exigência de margem colateral equivalente ao risco de ativação da PDI. Isso a torna interessante para alavancar a exposição, embora envolva riscos consideráveis se a barreira inferior for atingida.
• No caso prático abordado, o ativo subjacente é VALE3, com a barreira da PDI posicionada 40% abaixo do preço atual (mínima de 2 anos) e a CUO 50% acima (acima das máximas históricas), criando um cenário de assimetria positiva. A estrutura visa capturar ganhos em caso de valorização, limitando os riscos em queda moderada, sendo ideal para mercados com viés altista e alta volatilidade. Aplicações reais incluem gestão ativa de portfólio, proteção parcial de posições compradas e estratégias direcionais com risco-condicionado.
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3) Visão 360° de Estratégias com Foco em 1P
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3.1) 📽 CUO 360º: Estrutura, Riscos e Oportunidades Aula 1 1 h 41 minDescrição
• Nesta aula, o foco é a estrutura derivativa Call Continuously Up and Out (CCUO), uma opção com barreira desativante superior monitorada de forma contínua. A abordagem inicia com a identificação de suas características essenciais, posicionando o produto no Setor B, ideal para ambientes de alta volatilidade e forward points elevados. O aluno constrói uma tabela comparativa para situar a CCUO frente a outras opções e estruturas, facilitando a avaliação de cenários.
• Avançamos com uma representação gráfica em plano cartesiano, onde a função payoff e a sensibilidade da estrutura são exploradas em relação ao tempo até o vencimento, ao preço do ativo subjacente, ao delta e à probabilidade de barreira. Comparações diretas com a opção Vanilla Call ajudam a evidenciar o principal risco da CCUO: a perda total do prêmio caso a barreira seja ativada a qualquer momento. A análise mostra como o prêmio varia com a proximidade da barreira e sua interação com os parâmetros de mercado.
• Para consolidar o aprendizado, são realizadas simulações práticas com variação da distância da barreira. O aluno aprende a encontrar o ponto ótimo de customização, ajustando o vetor para maximizar o retorno esperado e minimizar o risco de ativação prematura. A aula destaca a aplicação direta da CCUO em estratégias de portfólio, especialmente em contextos de alta moderada do ativo e expectativa de redução da volatilidade implícita ao longo da vida do produto.
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3.2) 📽 CUO 360º: Estrutura, Riscos e Oportunidades Aula 2 1 h 22 minDescrição
• Nesta aula, exploramos em profundidade a estrutura e a aplicabilidade da opção com barreira Call Up and Out (CCUO), destacando suas particularidades no contexto de alta volatilidade e forward points positivos — o chamado Setor B. Iniciamos com a construção de uma tabela técnica contendo os principais parâmetros do produto, incluindo barreira, strike, delta e probabilidade de knock-out, e em seguida projetamos sua representação gráfica para análise vetorial.
• Avançamos com simulações em que variamos a distância da barreira de disparo, permitindo observar o impacto direto no preço do derivativo, delta e perfil de risco-retorno. A comparação com uma opção Vanilla evidencia a influência crítica da barreira: o lucro da CCUO ocorre apenas se ela não for atingida. Demonstramos também como reposicionar o strike pode ajustar a estrutura de payoff — por exemplo, aproximar-se da barreira em mercados com alta convexidade pode comprometer a personalização da estrutura.
• Na parte final, realizamos uma análise de mercado com foco na posição comprada, avaliando diferentes cenários de volatilidade implícita e curvas de juros a termo, utilizando simulações por Monte Carlo. Calculamos os preços teóricos da CUO sob diferentes distribuições de preços do ativo, mapeando os setores de decisão e destacando o uso estratégico da estrutura em momentos de viés altista com resistência técnica clara. A aula é finalizada com orientações sobre quando utilizar essa estrutura para otimizar posições de portfólio, combinando precificação, risco assimétrico e gestão de barreiras.
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3.3) 📽 CUO 360º: Estrutura, Riscos e Oportunidades Aula 3 1 h 12 minDescrição
• Esta aula aprofunda a estrutura e a precificação da Call Up and Out (CCUO), uma opção com barreira amplamente utilizada em produtos estruturados. Abordamos a distinção técnica entre interpolar a volatilidade no strike ou na barreira, destacando como o efeito de skew e smile altera a volatilidade implícita efetiva e impacta diretamente o preço do derivativo. Utilizamos o modelo fVol (local volatility) e comparamos diferentes superfícies de volatilidade, evidenciando o efeito da topologia da curva sobre a atratividade do produto.
• Exploramos o impacto da frequência de verificação da barreira — contínua, discreta ou no vencimento — sobre a hit probability, que é um dos principais drivers de preço da CCUO. Essa escolha influencia diretamente o valor do contrato e sua adequação à estratégia desejada, seja em estruturas de proteção parcial, seja em operações com efeito de alavancagem direcional controlada.
• Finalizamos com a aplicação prática: como um analista de produtos estruturados configura o contrato da CCUO com base nas condições de mercado, liquidez, superfície de volatilidade e perfil do investidor. Essa abordagem conecta teoria e prática, preparando o aluno para decisões reais em modelagem, precificação e gestão de risco em estruturas que utilizam derivativos exóticos como componente principal.